Durante a cobertura da Copa do Mundo e de grandes eventos esportivos, o canal passou a comercializar suas próprias camisetas. A mecânica é exatamente a mesma.
(Imagem: Mercado Livre)
Quem compra e usa a camiseta da Cazé quer sinalizar pertencimento a essa comunidade que compartilha o mesmo humor, os mesmos memes e o mesmo gosto por futebol.
Ao vestir a camiseta de um canal de streaming, a sacola de um mercado ou o boné de um bistrô, o consumidor ativa três gatilhos simultâneos:
Sinal de gosto: Você mostra ao mundo suas referências de nicho.
Comunidade: Você instantaneamente faz parte de um "clube" de iniciados.
Proximidade: Vestir a marca gera a sensação de estar mais perto das pessoas que trabalham por trás dela, humanizando a empresa.
O produto deixou de ser apenas um objeto de consumo e virou um crachá de identidade social.
No fim das contas, a camiseta com o logo gigante de uma grife tradicional perdeu espaço para o moletom daquela cafeteria hypada ou do seu criador de conteúdo favorito. O topo do guarda-roupa agora pertence a quem consegue gerar conexão real.