Aparentemente, sim. No primeiro trimestre deste ano, o mercado de galpões ocupou o equivalente a 1 milhão de metros quadrados — o maior resultado desde 2022.
O que está causando essa alta? Basicamente, a chegada e o crescimento de e-commerces como Mercado Livre, Shopee e Amazon têm impulsionado esse setor — tanto de aluguel como de construção.
A vacância de galpões está no menor patamar da história(6,4%), com forte influência das empresas de e-commerce: nove das dez maiores transações do trimestre foram fechadas por players do segmento.
Na prática, para superar a concorrência, as empresas precisam de mais galpões — modernos e bem localizados. Os investimentos recentes mostram isso:
A Shopee realizou o maior contrato de locação já registrado no setor no Brasil.
O Mercado Livre anunciou R$ 500 milhões para um complexo de 300 mil metros quadrados.
A Amazon inaugurou um centro de distribuição em Salvador e passou a oferecer entregas no mesmo dia em toda a Bahia.
Essa disputa ajudou a elevar o preço médio de galpões em R$ 5,47/m² desde o primeiro trimestre de 2024, chegando em R$ 30,62/m².
Quem tem liderado a disputa é o Mercado Livre. A empresa acumula 1,19 milhão de m² de galpões locados desde o ano passado — mais que o dobro da Shopee e 6x mais que a Amazon.
Nem tudo são flores: Os juros altos e a Guerra do Irã tornaram as operações mais difíceis. Uma das principais empresas de logística do país estimou um aumento nos custos de quase 10% nos próximos meses devido ao conflito.