Por que isso aconteceu? Os dois principais fatores apontados como responsáveis pela queda são a melhora no mercado de trabalho e os programas de transferência de riqueza, como o Bolsa Família.
Apesar do crescimento, essa ascensão pode ter acontecido de forma frágil.
Na prática, muitas pessoas não conseguiram acumular patrimônio suficiente para sustentar essa melhora de forma independente. Esse grupo ainda fica sujeito aos auxílios do governo e à taxa de juros, por exemplo.
Em meio a esse cenário, a diferença de renda média por pessoa é expressiva: nas classes D/E fica em R$ 453, enquanto na classe A fica em R$ 14.214 — 31x maior.
(Imagem: Valor Econômico)
Enquanto isso…
A maior parte da população brasileira (56%) está agrupada na classe C (C1 e C2). A renda média por pessoa ficou em R$ 1.921 para a C1 e R$ 1.104 para a C2 em 2025. O principal vetor de melhora foi o mercado de trabalho, que conseguiu absorver boa parte dos trabalhadores pouco escolarizados.