Daniel Vorcaro (ao centro, do lado esquerdo da mesa), e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (de costas, terno cinza) | Imagem: PF
Se o pré-Réveillon foi caótico para o Banco Master… O início de 2026 trouxe as gravações, depois queDias Toffoli retirou o sigilo do depoimento de Daniel Vorcaro, fundador do banco, à Polícia Federal no dia 30/12.
Foram 3h de vídeo, gravados na sede do STF, onde o banqueiro tentou explicar o rombo de R$ 47 bilhões. Entre reclamações da mídia e da regulação, separamos os highlights do que ele disse à delegada:
Amizades e política: Ele disse que se tivesse “relações políticas como estão dizendo, não estaria de tornozeleira”, mas também afirmou: "Tenho amigos de todos os Poderes, não consigo nominar aqui quem frequentava a minha casa."
A tentativa de venda: Vorcaro afirmou que o BC incentivou a venda do Master ao BRB, e que teria informado que passaria a negociar créditos originados por terceiros — informação negada pelo ex-presidente do BRB;
Os números: Ailton Aquino, diretor do BC, revelou que o Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa quando foi liquidado, valor incomum para um banco que dizia ter R$ 80 bilhões em ativos.
O que vem pela frente?
Embora Toffoli tenha dito que há possibilidades do caso retornar à primeira instância, não há nenhuma garantia de que isso irá ocorrer.
O que pode definir o destino do caso são as informações contidas nos celulares apreendidos de Vorcaro e seus aliados. Se aparecerem menções a deputados, senadores ou autoridades com foro privilegiado, o caso deve permanecer no STF.