Veterano da política iraniana, Larijani foi um dos responsáveis por coordenar a repressão contra civis nos protestos do início do ano e era visto como o principal articulador político e militar do país após a morte de Ali Khamenei.
No mesmo ataque, Israel também declarou ter matado o comandante da força Basij, a milícia de 1 milhão de integrantes ligada à Guarda Revolucionária e responsável por reprimir protestos internos.
As duas mortes fazem parte de uma estratégia clara de Israel: atingir o topo da hierarquia iraniana. Contudo, ainda é difícil dizer qual será o real impacto das ações.
Por um lado, enfraquece a coordenação do regime e abre espaço para instabilidade interna.
Por outro, aumenta o risco de retaliações mais agressivas, já que essas mortes elevam a pressão dentro do Irã.