Mensagens divulgadas pelo Metrópoles e atribuídas à Roberta Luchsinger revelaram novas informações sobre a sua relação com o presidente. Segundo a coluna, a empresária tinha acesso a voos da FAB, ao Palácio do Planalto e à residência oficial do Alvorada.
O conteúdo coloca em dúvida a fala do presidente Lula, que durante sua sabatina à TV Globo, chegou a chamar Luchsinger de "pilantra" e disse nunca tê-la visto.
Os registros oficiais e mensagens privadas apontam uma relação de pelo menos dois anos de Roberta com a família presidencial e presença em viagens com o filho do presidente, Fábio Luís, o Lulinha.
(Imagem: Metrópoles | Reprodução)
Caso você não lembre, a lobista é alvo da Operação Sem Desconto, que apura os descontos irregulares no INSS. O celular dela foi apreendido pela PF em dez/2025, por suspeita de envolvimento com os negócios do Careca do INSS.
No STF, Lulinha e Luchsinger respondem a três inquéritos por suspeita de tráfico de influência no Ministério da Saúde, além de uma outra apuração sobre suposto tráfico de influência junto à Dataprev — empresa pública responsável pela base de dados do INSS.
O vazamento das mensagens também indicou novos pontos de contato entre ela e o Palácio do Planato:
Em 22/03/2023, a portaria do Planalto registrou a entrada de Roberta no prédio.
Em 24/03/2023, ela avisa a mãe que foi "de aero Lula" a Brasília, em uma referência ao avião presidencial.
Em um áudio de 01/11/2023, ela diz que embarcaria "de FAB" ao lado de Lulinha, driblando os horários de voos comerciais. Confira.
O que vem a seguir: Ainda não há decisão do STF nos inquéritos. Nas mensagens, ela tratava Lulinha como sócio, embora os dois não tenham empresa em comum explicitamente. O relatório da CPMI do INSS a indiciou por suspeita de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.