Um feito um tanto curioso aconteceu nos EUA nesta semana. A Rainmaker, empresa de agricultura de nuvens, fez chover em três horas, cerca de 72 milhões de litros de água a mais do que o esperado no Alasca.
Como isso funciona? A empresa utiliza drones e softwares para atingir nuvens com iodeto de prata. Esse processo estimula a formação de cristais de gelo e, consequentemente, a precipitação na forma de chuva ou neve.
Na prática, isso significa que os drones chegam até nuvens que estavam gerando pouca chuva no estado e “provocam” a precipitação extra a partir delas.
Nos próximos meses, o objetivo é encher rios, como o Rio Colorado, e lagos que enfrentem grandes secas. No futuro, a empresa também pretende restaurar geleiras.
A “agricultura de nuvens” já existe desde 1946, mas ninguém conseguiu comprovar sua eficácia. A Rainmaker afirma ter resolvido isso com um radar que mede a quantidade de chuva que cairia naturalmente e o extra gerado pelos drones.
Ainda tem tempestade pela frente: Há preocupações com a toxicidade do iodeto de prata e com a possibilidade de que provocar chuva em um local possa reduzir a precipitação em outras. Alguns estados, como a Flórida, proibiram a semeadura de nuvens.