Voto a voto… O Peru foi às urnas para escolher seu novo presidente, em uma disputa pra lá de acirrada. Com quase 97,5% das urnas apuradas, o candidato Roberto Sánchez registrava 50,1% dos votos, enquanto Keiko Fujimori tinha 49,9%.
Contextualizando: O país trocou de presidente 9 vezes nos últimos 10 anos, por renúncias, impeachments e cassações. Nesta eleição, foram 35 candidatos, o recorde do país. A cédula de votação era maior que uma caixa de pizza.
Representando a esquerda, o candidato Roberto Sánchez conseguiu uma virada nas áreas rurais. Entre suas propostas estão convocar uma Assembleia Constituinte e fazer uma reforma judicial, com juízes e promotores eleitos pelo voto popular.
Já Keiko Fujimori assumiu o posto de primeira-dama do país em 1994, após o divórcio de seus pais, com apenas 19 anos. Aos 51, ela disputa a presidência pela quarta vez. Seguindo o estilo conservador do pai, a candidata propõe bloquear sinais de celular em cadeias e ampliar unidades de prisão.
O que está por trás?
Com a vitória, seja de quem for, a América do Sul terá um desempate, passando a ter 7 países governados por um espectro político, contra 6 governados pelo outro.
Se a esquerda vencer, a virada é histórica porque é a primeira vez desde 2024 que um partido de esquerda vence uma eleição presidencial na região.
Se a direita vencer, a virada é histórica porque continua o movimento de guinada à direita de diferentes países latinos, puxada por Javier Milei.
A dinâmica funciona como um termômetro direto para o cenário político latino, que também pode refletir aqui no Brasil. Lembre-se que teremos uma das eleições mais polarizadas do país pela frente.